Quero ser curado. Não da dor que senti,
mas do medo de novamente sentir dor.
Quero ser curado. Não da desilusão que sofri,
mas do medo de desiludir-me outra vez.
Quero ser curado. Não dos erros que cometi,
mas do erro de temer errar novamente.
Quero ser curado. Não de ter desnudado a alma em fraquezas infantis,
mas de achar que a necessidade de um ombro no qual chorar,
é sinônimo de minha humanidade diminuída.
Quero ser curado. Não pelo fato de ter amado do jeito que poderia te amar,
mas do medo de sofrer desta febre que é te amar sem descansar.
Ah, minha amada! Quero ser curado, se um dia me cansar de te desejar…
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Felipe Maia



