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Archive for setembro \12\UTC 2009

Definitivamente, cansei de ir para a igreja. Estou cônscio de que uma afirmativa dessas partindo de um pastor soa, no mínimo, esquisita. Contudo, peço a você que não me julgue antes de terminar de ler todo o texto. Talvez, após isso você seja mais um a somar o pequeno número daqueles que como eu não aguentam mais ir para a igreja. A bem da verdade, este é o propósito das presentes palavras. Hã!? Você não quer deixar de ir para a igreja? Ok! Então , tchau!!! Não ficarei ofendido por não ler mais estas linhas.

Você continua aí? Obrigado, então, pela paciência! Sinto-me na dívida de honrá-la esclarecendo o assunto a que me propus ecrever. Não quero mais ir para a igreja. Simplesmente porque não quero mais abraçar uma instituição. Recuso-me a ir para a igreja, porque tenho horror de uma fé dogmática e dogmatizada. Não desejo mais ir para a igreja porque não suporto mais aglomeração.

Não há como negar que a igreja que vemos e experimentamos hoje nada tem a ver com aquilo que Deus descreveu nas páginas das Escrituras Sagradas. A disparidade já começa no fato de que hoje se vai para a igreja ao ivés de se estar com a igreja. Assim, não quero mais ir para igreja, porque igreja não é lugar a que se vai, mas, uma realidade da qual se faz parte; algo que se é. Eu estou com a igreja. Eu sou igreja.

Acredito que a distância para o ideal divino é grande. Antes eu pensava se tratar de um rio onde algumas poucas braçadas já seriam o suficiente para se chegar de uma margem a outra. Mas, hoje um pouco mais com os pés no chão e menos deslumbrado com megas-promessas de megas-ferramentas de crescimento para megas-igrejas, percebo que não se trata de um rio, mas, de um oceano divisor de continentes, a ser atravessado. Minha sugestão é a de que tal travessia seja feita de barco a remo e não de jato super sônico. Até porque a pressa com que as pessoas aceitaram certos conceitos num passado não muito diantante, pode ter sido a causa da imperfeição a que a igreja cristã chegou nos dias de hoje. Num barquinho a gente navega mais devagar e reflete um pouco mais.

Apesar do oceano a ser transposto, acredito eu que um retorno possa ser possível. (Até certo ponto, é claro). Desejo ser otimista quando se trata da noiva de Cristo. Afinal, ela é de Cristo. E não sua, nem minha ou de mais alguém. Ela tem dono porque foi adquirida sob alto preço. Assim sendo, algumas “remadas” se fazem necessárias para que a distância continental entre o ideal divino de igreja e o nosso sonho narcisista diminua.

Podemos começar pensando no fato de que a igreja tem que deixar de ser encarada como um lugar que se tem que ir. Logo, se a igreja é um lugar é certo eu dizer que vou para a igreja. Só que os cristãos bíblicos nunca iam par a igreja. Eles iam sim, mas, para estar com a igreja. Para, no estar juntos, ser igreja. A igreja se apresenta como realidade viva e dinâmica nas páginas do Novo Testamento. Mutante na localidade de sua reunião. Hoje ela podia estar reunida na casa do irmão Carlos. Mas amanhã na casa da irmã Jussara; e amanhã na casa do José; e amanhã na casa da Maria; e amanhã…; e amanhã… Entendeu? Era mais ou menos assim. O lugar não importava. O que valia era ser e estar com. O viver em comum(nidade).

Também há uma necessidade gritante de se simplificar o modus operandi do ser igreja hoje . Creio que não precisamos tanto assim de mais templos grandes e suntuosos (ora, o que desejamos ser: um grande transatlântico de vários andares onde as pessoas do de cima não conhecem as do debaixo, ou uma canoa em que precisamos dar as mãos para manter o equilíbrio para não virar?); da mesma forma tenho a impressão de serem desnecessários, igualmente, os grades programas, as grandes cantatas, os grandes planejamentos, as grandes reuniões. Parece-me que a igreja a muito sofre de um complexo de Titã: de Deus e para Deus tudo tem que ser grande. Grandes ministérios; mega-estruturas eclesiásticas. Mas, será tudo isso realmente necessário para se ser igreja? Para se estar com a igreja? Acredito que não. E talvez a vida de Cristo nos conceda algumas pistas acerca do padrão simples com que Deus encara as grandes coisas.

Outra remada urgente a ser dada é a necessidade de se cuidar de pessoas. Quando o foco está no lugar errado, o que realmente é importante acaba sendo deixado de lado. Quando superestimamos o secundário acabamos negligenciando o principal. E infelizmente, percebemos que hoje se gerencia estruturas ao ivés de se cuidar de vidas. A vida humana é grande e grandiosa. Isso pelo menos por dois fatores: primeiro porque foi criada à imagem e semelhança de Deus e em segundo porque foi dignificada pela encarnação do Verbo; o Logus de Deus, Jesus Cristo. Sendo assim, atentar para estruturas em detrimento do bem humano é no mínimo desprezar a glória e mistério da encarnação. É trocar diamante por cristal; ouro puro pelo dos trouxas.

Outra coisa importante é a necessidade de descentralização ministerial. Na igreja bíblica todos são ministros. Cada membro um sacerdote para Deus. Hoje vemos o monopólio da vida eclesiástica por uns poucos que sob um ou outro título se apresentam como aqueles investidos de autoridade espiritual sobre a vida do rebanho. São líderes (apesar de que este vocábulo não aparece nas páginas da Bíblia, nem em português e nem no grego original. O que encontramos é a palavra servo). Desse jeito, temos o clero profissionalizado que goza de privilégios e dispõe de “autoridade” para tomar deliberações, em muitos dos casos, arbitrárias. E o povo, laico, tido por ignorante das coisas mais profundas de Deus, balança a cabeça de forma afirmativa como amistosas vaquinhas de presépio (desculpe-me mas ela tá afiada hoje). Todavia, à parte de tudo isso, nas Escrituras a igreja funcionava à base de dons místicos do Espírito Santo. Um ministério não era conduzido pela autoridade angariada por um título, mas, pela dinâmica da graça presente na concessão de um dom de Deus. Cada um com o seu. Distribuídos como o Espírito queria.

Uma última remada para finalizar, pois já me estendi demasiadamente, é a urgência em se buscar uma verdadeira comunidade na vivência de igreja. Ou melhor dizendo, convivência. Isso porque comunidade é convívio de realidades em comum. É o âmago de onde emerge o “alegrar com os que se alegram e chorar com os que choram”. Comunidade é algo diferente de aglomeração. Eu constantemente me encontro numa grande aglomeração humana chamada de Centro da cidade do Rio de Janeiro. Mas, nem por isso, me sinto em casa. Pelo contrário. Porém, quando me reúno com os santos em Cristo Jesus; humanos como eu. Indefesos, inseguros, feridos, mas que nem por isso desistem de sonhar, como eu. Onde posso ser eu mesmo e mesmo assim ser acolhido em graça e na graça. Sinto que pertenço a alguém. Aprendo que a travessia do deserto seria muito mais dolorosa se não existissem companheiros de jornada. Aglomeração é solidão no meio de muita gente. Comunidade é estar junto de, não importando a quantidade de pessoas ao seu redor. Podem ser cem, duzentas ou mil. Mas também vinte ou cinquenta. Não importa. O que vale mesmo é o viver comum em comum. O partilhar de sonhos e de frustrações; de vitórias e de derrotas; de alegrias e de tristezas; de sorrisos e de lágrimas; de vida e de luto. Certa vez li esta frase num livro e nunca mais me esqueci, exatamente por concordar com ela: “As igrejas deveriam ser o último lugar para alguém se sentir só”. Assino em baixo!

Definitivamente, repito, não quero mais ir para a igreja. Espero que você tenha compreendido minhas razões. Não desejo mais ir para a igreja porque igreja se soletra vida cristã. E vida cristã é jornada, é peregrinação que não pode ser asfixiada na clausura de dogmas, vaidades e instituições humanas.

***

Igreja é corpo místico de Cristo. É mistério de sua presença neste mundo que se desdobra por veredas iminentemente humanas, de carne e osso. Assim sendo, desculpe-me a prolixidade, não quero ir para igreja. Quero mais comunidade e menos aglomeração (não desejo me sentir só em meio à multidão). Quero mais simplicidade e menos exibição. Quero amar mais, cuidar mais de gente do que gerenciar grandes estrtuturas que acabam por se tornarem verdadeiros elefantes brancos na sua funcionalidade, atrapalhando mais do que ajudando. Quero mais ministério, mais sacerdócio, mais o servir, e menos profissionalismo clerical. Mais distribuição de dons em detrimento de egos super-inflados por títulos e cargos.

***

Desejo sim, anseio por, estar com a igreja. Almejo com todo o ardor do coração ser igreja, ser comunidade, ser Corpo de Cristo, ser família de Deus.

Ir para a igreja!? Perdoe-me a franqueza… Nunca mais!

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CARPE DIEM

O grande desafio humano, nestes dias de aridez existencial, é conseguir acessar um nível de experiência de vida que lhe seja satisfatória. A luta contra o tédio e a melancolia, e ao mesmo tempo, a busca por um estilo de vida embuído de significado e propósito constituem-se na luta acirrada do homem e da mulher contemporâneos.

Isso me faz lembrar da história de um grupo de alunos de uma conceituada escola preparatória dos EUA. Ela foi contada no filme “A Sociedade dos Poetas Mortos”. Tudo começa quando o professor John Keating, estrelado pelo ator Robin Willians, substitui outro professor na disciplina de literatura. Na primeira aula Keating, para o espanto dos alunos, chama a todos para fora da sala e os leva a um hall onde se encontravam vários quadros com o retrato de turmas que já tinham passado pela escola. Keating começa a ministrar àquele grupo de rapazes desconfiados o legado que o olhar e a fisionomia daqueles estudantes antigos lhes queria transmitir. E o legado era “Carpe Diem”.

Antes disso o professor já lhes havia introduzido ao significado desta frase “Carpe Diem”. Trata-se de duas palavras em latim que significavam “aproveite o dia”. Keating surpreende aquele grupo de adolescentes, que a princípio não estava entendendo muita coisa, lhes dizendo que os alunos imortalizados naquelas fotos lhes transmitiam seu legado: “Carpe diem! Aproveitem o dia, rapazes! Fçam de suas vidas algo extraordinário”. Bem, não vou contar o restante do filme, pois, se você ainda não o assistiu, encorajo-o a fazê-lo.

Carpe Diem é o próprio grito de guerra daqueles que não se resignam a viver vidas superficiais e diminuídas. É o estandarte que os que buscam agregar valor e propósito à existência carregam. Crape Diem é o lema dos que lutam contra o tédio e a melancolia. Voltando ao filme, Carpe Diem é a grande descoberta que cada um daqueles jovens vai fazendo acerca da própria vida nas suas multiformes dimensões: amizade, amores, personalidade, vocação etc. Carpe Diem é a grande descoberta da vida deles.

Confesso que da minha também foi. O filme me impactou para sempre. Contudo, esta não foi a minha maior surpresa em relação a este conceito de carpe diem. Ó! Quão grande foi meu susto quando descobri que a Bíblia, a milhares de anos atrás, já descobrira que a vida é algo feito para ser o mais extraordinário possível. Que se pode, sim, alçar um vôo acima das densas nuvens tempestuosas da mediocridade. E avistar um céu limpo de possibilidades e esperança.

O livro de Eclesiastes, em especial, nos conduz por esta releitura da vida. Isso não significa que ele a mascare amenizando assim a realidade. Não, pelo contrário. Eclesiastes mostra como a vida realmente é: uma sucessão de acontecimentos repetitivos, cíclicos que parecem nos levar sempre para o mesmo lugar. Esta aparente “mesmice” é de onde se origina o tédio e a melancolia que tanto tem caracterizado a saga humana por estes séculos.

Eclesiastes faz parte na bíblia do bloco dos escritos sapienciais. A sabedoria de viver é o assunto principal destes escritos. No salmo 90, atribuído a Moisés, lemos o seguinte no verso 12:

“Ensina-nos a contar nossos dias para que alcancemos coração sábio”

Para o judeu há basicamente uma grande diferença entre sabedoria e inteligência. Esta trata meramente da intelectualidade, da quantidade de informação comportada no cérebro, enquanto aquela tem a ver com a experiência adquirida com o passar dos dias que acabam por nos ensinar a viver, e a viver bem. Logo, isso é sabedoria: a arte de viver bem. Simplificando, este é o pedido de Moisés a Deus: Senhor, ensina-nos a vivermos com qualidade, com significado e com propósito. Mostra-nos como fazer da vida algo extraordinário”. Carpe Diem!!! É disso que Moisés está tratando. Não é incrível!?

Voltando ao livro de Eclesiastes, é exatamente sobre isso que ele nos instrui. A como vivermos com qualidade e com significado em meio às desventuras desta vida repetitiva. O desafio de encontrar singularidade e profundidade na rotina do cotidiano. Há um capítulo que, de forma especial, nos faz este convite. Este é o capítulo 9, mas especificamente os versos de 7 a 10:

(7)“Vai e come com alegria o teu pão e bebe o teu vinho com coração contente; pois há muito tempo Deus se agradou do que tu fazes.

(8) Sejam as tuas vestes sempre bem cuidadas, e nunca falte o óleo sobre a tua cabeça.

(9) Desfruta a vida com a mulher que amas todos os dias desta vida de ilusão, que Deus te deu debaixo do sol, sim em todos os dias da tua vida de ilusão. Porque essa é a tua recompensa nesta vida pelo trabalho que fazes debaixo do sol.

(10) Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o com todas as tuas forças, porque na sepultura, para onde vais, não há trabalho, nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria.”

Nestas breves sentenças destilam princípios que nos ajudam a extrair da vida, a despeito dos entraves, todo seu potencial criador. São atitudes práticas que nos farão conectar com esta sabedoria que desemboca em águas profundas.

Primeiramente, devemos aprender a nos alegrar com as coisas simples desta vida. Isso é descrito nas palavras do verso 7 – “Vai e come com alegria o teu pão e bebe o teu vinho com coração contente”. Alcançar alegria e contentamento nas coisas simples e efêmeras: eis o grande desafio. Isso é substancialmente o contrário do que a sociedade tem feito as pessoas acreditar. Que é necessário ter muito para que se seja feliz. Que a essência da vida está nas grandes coisas, nos grandes momentos, nos grande lugares. Quando necessariamente isso não é verdade. Somos uma geração de pessoas que desaprenderão a saborear os pequenos momentos. Isso fica bem claro quando pensamos em como nos alimentamos. Nos esquecemos que a boca não foi feita apenas para que o alimento entre no nosso corpo, mas, também para que experimentemos o prazer que o sabor dos mesmos nos proporcionam. Porém, a pressa destes dias nos leva a a engolirmos a comida em meio a garfadas de ritmo frenético. Sem ao menos dar espaço para que a alegria e a gratidão surjam entre elas. Definitivamente a vida não é complicada. Nós é que a tornamos com nossa sede doentia por glamour e compexidade. Simplificar os dias celebrando as coisas simples que Deus coloca diante de nós, é o segredo da felicidade perene.

Em segundo, necessitamos aprender também a nos alegrar com as coisas simples da vida, desfrutando-as ao lado das pessoas que amamos. O verso 9 nos exorta a fazer isso – Desfruta a vida com a mulher que amas todos os dias desta vida de ilusão, que Deus te deu debaixo do sol”. A “mulher que amas” simboliza toda a gama de pessoas cuja vida e presença são significativas para nós. Devemos, a cada momento nos fazer a seguinte pergunta: Onde estão as pessoas que eu amo e que me amam também? As coisas ordinárias da vida ganham seu significado pleno quando compartilhadas com alguém, principalmente com pessoas com quem temos laços afetivos profundos. Infelizmente vivemos numa sociedade individualista onde o ser humano se sente cada vez mais solitário em meio à multidão. Esta mesma sociedade nos desencoraja na busca de fomentarmos relacionamentos profundos e duradouros. Sair de dentro desta casca isolante é que é o nosso grande desafio. Tendo isso em mente é que devemos lutar para firmar amizades que já temos e nos abrir para cultivarmos novas. Amizades verdadeiras vão além de encontros esporádicos em meio a festas de conhecidos em comum e conversas cibernéticas diante do monitos de um computador. Amizade é gastar tempo juntos, mesmo que seja o mínimo. É via de mão dupla: dar e receber. Amizade significa compartilhar vida. Quantos amigos você tem? A quanto tempo não os visita? Igualmente, e nem por isso menos importante, devemos também investir em momentos com a família. Família aqui num sentido mais geral do termo. Na sociedade individualista e isolacionista dos dias de hoje, somos, com frequência, convidados a nos enconder por detrás de nossas atividades como trabalho, cursos, afazeres domésticos, robs pessoais etc. E na grande maioria das vezes, inexoravelmente, estas coisas nos afastam, porque lhe tomam o lugar, da família. Contudo, devemos esmurrar e lutar para abrir buracos em nossa agenda criando, assim, tempo para estarmos juntos com nossos queridos. Tlavez amanhã seja tarde demais para dizer “te amo”.

 

Por último temos uma urgência enorme em aprender a viver com intensidade cada pequeno momento da vida, emprestando-lhes plenitude de significado. O sábio em Eclesiastes assim nos diz no verso 10 –Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o com todas as tuas forças”. Ou seja viva intensamente cada momento. E isso um de cada vez. No entanto, extrair a plenitude de significado dos pequenos e ordinários momentos que a vida nos proporciona, não significa nos deixar afogar ou ser atropledos por eles.
Um bom conselho para isso é viver um dia de cada vez. Estar totalmente presente no momento. Infelizmente vivemos em meio a uma sociedade pré – ocupada. Ou seja, pessoas que são viciadas em sofrer por antecedência. E com isso acabam abrindo suas vidas para a ansiedade, o medo e todo tipo de síndromes fobíticas e patologias auto-causadas. Não é a toa que os níveis de estresse em nossa sociedade estão altíssimos. Enquanto que as doenças cardio respiratórias e cardio vasculares se multiplicam. Contudo, podemos escapar deste quadro. E a grande notícia é que não precisamos esperar os chamados grandes momentos da vida como casamentos, nascimentos, festes de aniversário, para vivermos com intensidade de significado. Basta apenas que aprendamos a estarmos abertos e receptivos áquilo que nos é oferecido por detrás destes milhares de pequenos momentos do cotidiano. Assim, um almoço com amigos, uma visita a um parente querido, o abraço carinhoso de um filho, um passeio em família podem tornar-se verdadeiros sacramentos onde nos é oferecido algo que transcende o meramente humano e natural. Basta que nos entreguemos e vivenciemos com jubilosa alegria estes momentos que são verdadeiros milagres do comum.

É verdade! A vida algumas vezes é difícil, ária, sofrida. Cheia de dores, perdas e obstáculos. Todavia quem disse que ela tem de ser amarga, feia e sem sentido? Ver um sorriso na vida, ou não, só depende nós. Basta que resgatemos o valor das pequenas coisas. Que as desfrutemos na companhia de pessoas a quem amamos e que estes momentos sejam experienciados na sua plenitude de propósito e significado. Somente isso já basta. Assim veremos que Carpe Diem é algo mais do que parte do enredo de um bom filme. Trata-se da própria alegria da descoberta de que a vida foi feita para ser algo extraordinário. Que fomos feitos para algo a mais do que simplesmente virar comida de vermes.

“Eu vim para que tenham vida, e a tenham com PLENITUDE”

(Jesus Cristo – João 10:10b)

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