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Archive for abril \19\UTC 2013

o-tempo-nao-paraAriovaldo Ramos

Sempre a questão do tempo, ninguém sabe quanto tempo tem, logo, todo mundo tem muito pouco tempo, de fato, todos só temos o agora, por isso a Palavra diz, que se, hoje, ouvirmos a voz de Deus, não lhe devemos fechar o coração. O agora, o hoje é tudo o que temos.

Isso me faz lembrar um irmão que conheci no Rio de Janeiro, em 1997, uma pessoa extraordinária que havia perdido sua neta de 05 anos de idade, de forma trágica. Um dia, conversando com ele sobre isso, perguntei-lhe que lição ele tinha aprendido da tragédia e ele respondeu-me: ame agora!

Essa era a vida daquele homem, ele havia percebido que tudo o que tínhamos era o agora para fazer tudo o que tínhamos de fazer, principalmente, em relação ao outro. Se vai amar, faça-o agora: se vai presentear; dizer que ama; estender a mão; faça-o agora, pois, o amanhã poderá nunca existir.

Dá para perceber o quanto isso é importante no contexto da família, quantas casas vivem em crise constante por que ninguém consegue dizer do seu amor, está sempre esperando o momento oportuno, que geralmente passa por aquilo que se espera do outro, e ninguém se da conta do agora, o único momento que temos para perdoar e amar.

Agora é o momento mais precioso, aliás, é o único momento que temos, é o momento de fazer o bem, e de ajudar, e de tomar decisão, e de fazer o que é certo, e de socorrer, e de apadrinhar uma criança carente, como dizemos na Visão Mundial: se você já pensou em ajudar, faça-o agora.

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Extraído do site PavaBlog

tau

 

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mais-amor-por-favorPor Brennan Manning

“O Senhor me disse que desejava que eu fosse um louco, de um tipo jamais visto antes”, disse Francisco de Assis. Uma suave revolução acontecerá pela humilde organização dos cristãos loucos que estão dispostos a subverter a ordem estabelecida ao reorganizar sua vida em torno da mente de Cristo. Sua questão é a transparência por meio da veracidade, e seu estilo de vida será moldado pelo evangelho de Jesus Cristo.

Os loucos por Cristo são violentos, como o evangelho ordena que sejam (Mt. 11:12), mas a violência se aplica a eles próprios (Gl. 5:24). Sua bondade é o belo fruto da reverência a Deus, da compaixão pelo mundo e do respeito de si mesmos. Suas prioridades são pessoais, determinadas não pela religião popular do momento, por políticas de poder ou pela cultura de consumo, mas pelo Sermão do Monte e pelo mistério pascal.

Para o louco, Jesus Cristo não é um sábio ou um admirável reformador: é o segundo Adão, autor de uma nova criação. “Estou fazendo novas todas as coisas!” (Ap. 21:5). Jesus redirecionou a realidade e deu-lhe uma orientação revolucionária. Jesus não arrumou o mundo. Ele o levou a uma freada barulhenta. O que ele refez a partir dos materiais humanos da velha ordem não foram pessoas mais agradáveis, com moralidades melhores, mas coisas novas (II Co. 5:17).

O sentido de missão entre os loucos causará destruição na vizinhança. Medos serão despertados e rumores circularão de que tais pessoas estão ficando “estranhas”. Os amigos os aconselharão a se restabelecer e a fazer algo construtivo com suas vidas (como procurar segurança, prazer ou poder). Os vizinhos cochicharão que são fanáticos religiosos. Os familiares darão demonstrações ostensivas de suas realizações duvidosas. Estratagemas serão planejados para levá-los a ver e sentir como de fato são: loucos. Catherine de Heuck Doherty diz: “É como se o mundo precisasse de loucos – loucos por Cristo! Loucos pelo amor de Deus! Pois são tais loucos que mudam a face da terra”.

Conforme seria de se esperar (Jo. 15:18), esses loucos serão ofendidos. O cristianismo hoje é basicamente inofensivo, um tipo de religião que jamais transformará coisa alguma. Jesus Cristo, o mestre revolucionário, transgrediu a ordem religiosa da Palestina. Os cristãos também são compelidos a transgredir e, se não o fizerem, isso é um mau sinal: não estarão sendo revolucionários de fato. Quando os loucos que buscam viver com a mente de Cristo (Fp. 2:5) perguntam a si mesmos “Por que existo?”, eles respondem: “ Por causa de Jesus Cristo”. Se os anjos se perguntarem, a resposta será a mesma: “Por causa de Jesus Cristo”. Se o universo inteiro de repente pudesse falar, de norte a sul e de leste a oeste, ele clamaria em coro: “Nós existimos por causa de Cristo”.

Se houver qualquer prioridade em nossa vida pessoal ou profissional mais importante do que o domínio de Jesus Cristo, desqualificamos a nós mesmos como testemunhas do evangelho e como membros da suave revolução. Desde o dia em que Jesus rompeu os laços da morte e a era messiânica irrompeu na história, há uma nova agenda, um conjunto sem igual de prioridades e uma hierarquia revolucionária de valores para o crente.

O carpinteiro não somente refinou as éticas platônicas, ou aristotélicas, reordenou a espiritualidade do Antigo Testamento, ou renovou a velha criação. Ele trouxe uma revolução. Precisamos renunciar a tudo o que possuímos, não apenas a maior parte. Precisamos abandonar nosso velho modo de vida, e não corrigir apenas algumas de suas poucas aberrações. Devemos ser uma criação completamente nova, não simplesmente uma versão renovada. Seremos transformados de uma glória a outra, até mesmo na própria imagem do Senhor – transparente. A mente será renovada por uma revolução espiritual.

tau

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fogoPor Brennan Manning

Quando o evangelho da graça toma conta de nós, algo passa a estar muito certo. Vivemos na verdade e na realidade. Quando sou honesto, admito que sou um amontoado de paradoxos. Creio e duvido, tenho esperança e sinto-me desencorajado, amo e odeio, sinto-me mal quando me sinto bem, sinto-me culpado por não me sentir culpado. Sou confiante e desconfiado. Honesto e ainda assim insincero. Aristóteles diz que sou um animal racional; eu diria que sou um anjo com um incrível potencial para cerveja.Viver pela graça significa reconhecer toda a história da minha vida, o lado bom e ruim. Ao admitir o meu lado escuro, aprendo quem sou e o que a graça de Deus significa. Como colocou Thomas Merton: “Um santo não é alguém bom, mas alguém que experimenta a bondade de Deus”.O evangelho da graça nulifica a nossa adulação aos tele-evangelistas, superastros carismáticos e heróis da igreja local. Pois a graça proclama a assombrosa verdade de que tudo é de presente. Tudo de bom é nosso não por direito, mas meramente pela liberalidade de um Deus gracioso. A nós foram-nos dados Deus em nossa alma e Cristo na nossa carne. Temos poder de crer quando outros negam; de ter esperança quando outros desesperam; de amar quando outros ferem. Isso e muito mais é pura e simplesmente de presente; não é recompensa a nossa fidelidade, a nossa disposição generosa, a nossa vida heróica de oração. Até mesmo nossa fidelidade é um presente. “Se nos voltarmos para Deus”, disse Agostinho, “até mesmo isso é um presente de Deus”.Em Lucas 18 um jovem rico vem até Jesus perguntando o que ele deve fazer para herdar a vida eterna. Ele quer ser colocado no centro das atenções. O ponto central de Jesus é o seguinte: não há coisa alguma que qualquer um de nós possa fazer para herdar o Reino. Devemos simplesmente recebê-lo como criancinhas.

tau

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Mascaras2Por Brennan Manning

A vida em torno do falso eu gera o desejo compulsivo de apresentar ao público uma imagem perfeita, de modo que todos nos admirem e ninguém nos conheça.

A vida dedicada à sombra é uma vida de pecado. Pequei em minha recusa covarde — por temer ser rejeitado — de pensar, de sentir, de agir, de responder e de viver a partir do meu eu autêntico. Recusamos ser nosso verdadeiro eu até mesmo com Deus — e depois nos perguntamos por que nos falta intimidade com ele.

O ódio pelo impostor é na verdade o ódio de si mesmo. O impostor e eu constituímos uma só pessoa. O desprezo pelo falso eu dá vazão à hostilidade, o que se manifesta como irritabilidade geral — irritação pelas mesmas faltas nos outros que odiamos em nós mesmos. O ódio próprio sempre redunda em alguma forma de comportamento autodestrutivo.

Aceitar a realidade da nossa pecaminosidade significa aceitar o nosso eu autêntico. Judas não conseguiu encarar sua sombra; Pedro conseguiu. Este fez as pazes com o impostor interior; aquele se levantou contra ele. Quando aceitamos a verdade do que realmente somos e a rendemos a Jesus Cristo, somos envoltos em paz, quer nos sintamos em paz, quer não. Quero dizer com isso que a paz que ultrapassa o entendimento não é uma sensação subjetiva de paz; se estamos em Cristo, estamos em paz, mesmo quando não sentimos nenhuma paz.

Jesus revela os verdadeiros sentimentos de Deus em relação a nós. Ao virarmos as páginas dos evangelhos, descobrimos que as pessoas que Jesus lá encontra são você e eu. O entendimento e a compaixão que ele oferece a elas, ele também estende a você e a mim.

Quanto maior o tempo na presença de Jesus, mais você ficará acostumado com sua face e de menos adulação necessitará, porque terá descoberto por si mesmo que ele é suficiente. E, nessa Presença, você se encantará com a descoberta do que significa viver pela graça e não pelo desempenho.

tau

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Ouça e reflita.

Paz e bem!

 

tau

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PARTIU BRANNAN MANNING #RIP

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(Abril 1934 – Abril 2013)

Morre aos 79 anos Brennan Manning. Embora a sua saúde já estivesse debilitada a algum tempo, vivendo em casa sob os cuidados de enfermeiros desde seu último derrame, a sua voz seguia influenciando milhões através dos seus livros e vídeos com preleções recheadas da proclamação do amor desconcertante do Abba – Pai. Com a sua visão simples, mas poderosa, da centralidade do Evangelho no Amor, Manning provocou seus leitores a um confronto intimo e pessoal em obras como: O Evangelho Maltrapilho, O impostor que vive em mim, Deus o ama do jeito que você é, entre outros.

Batizado Richard Francis Xavier, o escritor Brennan Manning nasceu e cresceu, junto com os dois irmãos, num subúrbio barra pesada de Nova York. Sua família enfrentou dificuldades – experiência que certamente contribuiu para aguçar-lhe a sensibilidade pelos anseios dos humildes e simples no ministério que abraçaria anos depois -, mas isto não o impediu de entrar para a Universidade St. John, da qual sairia para servir no Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos (os famosos marines) durante a Guerra da Coréia.

De volta à vida civil, Manning tentou estudar jornalismo na Universidade do Missouri, mas seus questionamentos pessoais e a palavra de um conselheiro o levaram a um seminário católico. Em fevereiro de 1956, ao meditar sobre o caminho de Jesus até a cruz, sentiu-se comovido pelo Evangelho e chamado por Deus. “Naquele momento”, relata, “a vida cristã passou a ter um novo significado para mim: uma relação íntima e profunda com Jesus.” Quatro anos mais tarde, graduou-se em Filosofia e, posteriormente, em Teologia, pelo Seminário St. Francis.

Um dos aspectos mais interessantes sobre a trajetória ministerial de Brennan Manning é o trânsito entre a academia e as favelas, a universidade e as vilas, povoados e cortiços. Pensador brilhante, especialista em Escrituras e Liturgia, foi entre as populações carentes dos Estados Unidos e da Europa que encontrou o caminho para colocar em prática o tipo de cristianismo com o qual se comprometera desde o início de sua vocação: o da compaixão e serviço abnegado. Viveu em clausura e contemplação; carregou água para populações rurais e foi ajudante de pedreiro na Espanha; lavou pratos na França; deu apoio espiritual a presidiários suíços.

Com a fé reafirmada, Brennan Manning retornou aos Estados Unidos, fixando-se inicialmente no Alabama, onde tentou organizar uma comunidade nos mesmos moldes da Igreja primitiva. Voltou ao campus no fim dos anos 1970 e, depois de enfrentar uma crise pessoal, começou a escrever e ministrar palestras, atividades que mantém até hoje, sempre com o objetivo de comunicar o amor incondicional de Deus em Jesus.

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Morre um dos meus mentores espirituais. Nunca nos conhecemos pessoalmente, mas, depois da Bíblia não existem livros que mais influenciaram meu entendimento da vida como um cristão do que os de Brennan Manning. Todos somos maltrapilhos de Deus, como pródigos que diariamente retornam ávidos por receber o abraço e o acolhimento incondicional de Aba. Mas, enfim a espada caiu de sua mão. O tempo da peleja findou e Manning foi recolhido ao colo de Quem mais amou e serviu enquanto aqui esteve entre nós. No entanto, a voz de um homem não se cala quando este morre. Seus livros, muitos publicados em português, constituem-se no seu legado deixado para todos quantos desejarem ouvir sua mensagem de fé, amor e esperança. Tomo aqui uma frase que Brennan Manning usava muito a qual ouviu de um ancião franciscano : “para quem conhece o amor de Cristo, nada mais no mundo é tão belo e desejável”. Obrigado Manning, pois, você me ajudou a enxergar isso. Vemo-nos em breve irmão, já já….Vai com Deus!

tau

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