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Archive for the ‘Símbolos Cristãos’ Category

Um outro símbolo muito difundido na tradição cristã é o do peixe. Diferentemente do Tau ele não aparece na Bíblia enquanto símbolo. Poderíamos fazer uma alusão à dois eventos bíblicos que foram o da pesca maravilhosa e o da multiplicação dos pães que foi acompanhada pela dos peixes.

O peixe estava muito presente na cultura do povo judeu da época de Jesus. A pescaria era uma das profissões mais simples e humildes daquele tempo e o peixe um dos alimentos mais comuns na mesa de uma família judaica. Vemos que três dos apóstolo de nosso Senhor, Pedro, Tiago e João, exerciam essa profissão antes de se tornarem Talmidim (Heb.= discípulos)  de Jesus. Apesar desses fatos envolverem a figura do peixe, usá-los como fundamento para a justificação do mesmo como símbolo cristão extraído da Bíblia, é deveras forçar demais a barra. Então, como surgiu o símbolo cristão do peixe?

Essa pergunta nos remonta à época primitiva do cristianismo quando a igreja de Jesus começou a padecer animalescas perseguições por parte dos que se opunham ao Caminho. Em certa época da história da igreja ser descoberto como cristão significava ser preso, ter os bens confiscados e em alguns casos receber a pena capital pela recusa em negar o Nome de Jesus.

Dessa forma os nossos primeiros irmãos tiveram que criar um código entre eles para que pudessem se identificar mutuamente sem correr o perigo de serem descobertos pelas autoridades imperiais. Foi aí que surgiu o peixe como símbolo de identificação cristã. 

O segredo da utilização está nem tanto no animal peixe, mas, sim no vocábulo “peixe”. A palavra “peixe” em grego antigo é “ICHTYS”. E essa palavra na verdade forma um acróstico com as palavras ” Iesous Christos Theous uios Soter” que traduzido significa “Jesus Cristo Filho de Deus Salvador”.

Assim, quando algum cristão se encontrava com alguém ,ele desenhava um arco no chão. Se a outra pessoa desenhasse um arco gêmeo ao contrário, formando assim a figura do peixe, ambos sabiam que estavam perante um irmão na fé. E compartilhavam das maravilhas do Senhor Jesus. 

O primeiro a mencioná-lo foi Clemente de Alexandria (150-215). Tertuliano (160-220) também se referenciava a ele ao dizer que “Nós somos peixinhos e Cristo nosso grande peixe”. Esse símbolo na antiguidade aparecia em conjunto com outros símbolos cristãos como a pomba e âncora em sarcófagos cristãos significando que aquele que ali tinha sido depositado descansa em Cristo com esperança e paz.

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Acredito que uma das coisas que nós protestantes/evangélicos perdemos com a Reforma Protestante, foi a rica simbologia que estava presente na igreja. Os símbolos existem para nos ajudar a relembramos verdades eternas que com o tempo acabamos por esquecer.

Estudando a origem de alguns símbolos, um deles, rico em significado é o que chamamos de “a Cruz do Tau”. 
Apesar dessa cruz ter surgido como símbolo na tradição católica romana, principalmente no movimento do “Franciscanismo”, ela na verdade é um síbolo bíblico, pois o mesmo aparece no texto das Escrituras Sagradas do livro de Ezequiel 9:3,4: “E a glória do Deus de Israel se levantou do querubim sobre o qual estava, e passou para a entrada da casa e clamou ao homem vestido de linho branco, que trazia o tinteiro de escrivão à sua cintura. E disse-lhe o Senhor: passa pelo centro de Jerusalém e marca com um SÍMBOLO as testas dos homens que suspiram e que gemem por causa de todas as abominações que se cometem na cidade”.

Apesar de nas traduções para o português aparecer no texto de Ezequiel a palavra “símbolo” no original hebraico aparece não uma palavra, mas, uma letra: o tau. Então o que Deus ordenou ao profeta é que ele desenhasse a letra “tau” na testa de todos os habitantes da cidade que estavam debaixo de sofrimento. 
O tau é a última letra do alfabeto hebraico e se parece muito e tem a função da nossa consoante “T”. Essa letra hebraica se assemelha à cruz original que era formada de uma haste vertical e outra horizontal que não se cruzavam. A única vez em que elas se cruzaram foi na ocasião da crucificação de nosso Salvador para que se pudesse afixar uma placa contendo inscrição zombeteira que dizia em três línguas diferentes: “Jesus Nazareno, o Rei dos judeus”. Portanto aquele símbolo pintado na testa daquelas pessoas sob o jugo da opressão apontava para o Messias prometido que viria ao mundo para libertar os cativos. Por isso a cruz em forma de “T”.

Portanto, conclui-se que a cruz de tau não é um símbolo unicamente católico romano. Apesar de Francisco de Assis tê-lo assumido como insignie da ordem religiosa que fundou. Ela, na verdade, é um símbolo cristão por ser um símbolo bíblico. 
Dentro da espiritualidade cristã ela tem significados bonitos que buscam nos fazer recordar de verdades cristãs fundamentais:

__ Simboliza a vida eterna.

__ Ela tendo uma haste horizontal que toca, sem cortar, uma vertical, simboliza a ligação entre céu e terra; tempo e eternidade; humano e divino. Ou seja, aponta para a natureza do próprio Verbo de Deus encarnado.
__ Simboliza a identificação com a causa dos oprimidos, dos que sofrem.
__ Simboliza a ressurreição de Cristo, pois a mesma está vazia.
__ Simboliza a busca de uma espiritualidade sadia que não apenas contempla a Deus, mas, que também se volta para o próximo. E muito mais. Existem várias aplicações.

É bom nós sabermos um pouco de história, pois, desta forma acabamos tendo oportunidade de nos desvencilharmos de nossos preconceitos. Futuramente, estarei compartilhando outros símbolos da espiritualidade cristã.

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