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Posts Tagged ‘amor’

simplicidade-voluntariaIsabelle Ludovico*

Os Estados Unidos têm 6% da população mundial e consomem 33% dos recursos naturais. O desenvolvimento da China acelera o esgotamento dos recursos. O filme de Al Gore “Uma verdade inconveniente” demonstra com clareza a iminência de uma catástrofe de proporções planetárias. Diante da evidência de que a terra não agüenta nosso estilo de vida, tem surgido um movimento chamado Simplicidade Voluntária. Em 1981, o americano Duane Elgin escreveu o livro Simplicidade Voluntária – Em Busca de um Estilo de Vida Exteriormente Simples, mas Interiormente Rico.

Se o mundo prega uma nova ética humana que fala de fraternidade e comunhão, de solidariedade e compaixão para preservar o nosso futuro, o que dizer de nós, cristãos, que deveríamos estar à frente dessa proposta, como também do movimento ecológico? De fato, deveríamos estar cientes de que Deus nos confiou a terra para cuidarmos dela e não para depredá-la. Deus nos criou para que nos amássemos e não para usar as pessoas em nosso próprio benefício? Devemos começar confessando que nos tornamos coniventes com um sistema que produz injustiça social e consumo desenfreado de supérfluos, enquanto a maioria da população é privada do essencial.

Se estivéssemos mesmo conscientes de nossa identidade de filhos de Deus, não seríamos tão vulneráveis aos apelos de propagandas que nos induzem a pensar que nosso valor depende de bens materiais, sinais exteriores de riqueza e sucesso. Quem precisa investir tanto na aparência revela uma vida interior pobre e uma auto-estima inconsistente. Não podemos esquecer que o dinheiro “Mamon” é uma potestade e que precisamos escolher a quem vamos servir. O Reino de Deus está no coração daqueles que reconhecem Cristo como Rei e vivem segundo os seus valores. É impossível estar em paz com esses dois mundos tão antagônicos. O caminho do discipulado é estreito e na contramão do sistema no qual estamos inseridos.

Viver voluntariamente de maneira mais simples significa escolher uma vida mais despojada exteriormente e mais abundante interiormente. É tirar o excesso de peso da bagagem para tornar a viagem por esse mundo mais leve e prazerosa. Significa priorizar a qualidade de vida que não depende de recursos materiais, mas de paz e de vínculos significativos. Nosso tempo, sim, é muito precioso para ser desperdiçado em shoppings e na frente da TV. É preciso priorizar o essencial em detrimento das exigências de nossa sociedade capitalista.

Simplicidade Voluntária é um caminho, um processo de libertação do sistema materialista, onde tudo tem o seu preço, para viver no Reino, onde tudo é fruto da graça! Precisamos aprender, e ensinar os nossos filhos, a rir das propagandas que querem nos empurrar produtos como se deles dependesse a nossa felicidade.

Desfrutar da presença de Deus no silêncio e na solitude nos abastece emocionalmente e nos capacita a resistir às armadilhas do mundo. Evite comprar por impulso. Resgate a criança que há em você, brincando com seus filhos sem compromisso com desempenho, mas apenas pelo prazer do jogo, de preferência não competitivo. Use seu tempo livre para um trabalho voluntário, promovendo e potencializando as pessoas marginalizadas, sendo voz dos que não são ouvidos e nem mesmo vistos.

Simplicidade rima com utilidade, durabilidade e beleza. Não é um fim em si mesmo, mas um meio coerente com o Evangelho de abrir mão de despesas supérfluas para beneficiar generosamente aqueles que são privados de condições dignas de vida. É um compromisso com a justiça que visa a promoção do ser humano e não apenas uma ajuda assistencialista. Não se trata apenas de economizar e reciclar para garantir a sobrevivência do planeta, mas de construir uma sociedade mais fraterna e inclusiva, onde todos são valorizados e têm suas necessidades básicas supridas.

Quanto mais a gente se doa a partir da experiência íntima do amor de Deus, mais a gente recebe amor, alegria e paz. As pessoas mais generosas são as mais realizadas, enquanto as mais egoístas são geralmente frustradas e infelizes. Quem estende os braços ao próximo integra uma fraternidade que forma uma rede de solidariedade e representa o Corpo de Cristo até que Ele volte. É sal e luz num mundo que jaz no maligno.

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Eu ouvi essa voz. Dirigiu-se a mim no passado e continua a falar agora. É a voz do amor que é eterno, perdura para sempre e se transforma em afeto quando ouvida. 

 Quando a ouço, sei que estou em casa com Deus e nada tenho a temer. Como o Filho Amado de meu Pai celestial, “ainda que eu caminhe por um vale tenebroso, nenhum mal temerei.”

Como o Bem-amado, posso “curar os enfermos, ressuscitar os mortos, purificar os leprosos, expulsar os demônios.” Tendo recebido sem “qualquer ônus”, posso fazer “um dom gratuito”. 

Como Filho Amado, posso interpelar, consolar, admoestar e encorajar sem medo de ser rejeitado ou necessidade de afirmação. 

Como o Amado, posso sofrer perseguição sem desejo de vingança, e receber cumprimentos sem precisar utilizá-los como prova de minha bondade. 

Como o Amado, posso ser torturado e morto sem duvidar que o amor que me é transmitido é mais forte do que a morte.

Como o Amado, sou livre para viver e dar a vida, livre também para morrer enquanto a estou dando.

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* Henri Nouwen – extraído do site Genizah

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AMAR A DEUS

O prazer tem se tornado um Deus para o homem ao longo de sua história. Muitos achariam que esta afirmativa cabe á questão do dinheiro. Mas, por que as pessoas correm tanto atrás de dinheiro, se não para satisfazer seus desejos egóicos de consumo materialista? Podemos, rodar e rodar, transitando por inúmeras razões, todavia, todas nos conduzirão a um só mesmo lugar: o desejo frenético pela autosatisfação.

Desde a chamada “liberação sexual” nos anos de 1960, culminando com o pensamento pós-moderno autônomo, as pessoas têm sacrificado suas próprias almas, esquartejando-as e afastando-as do Criador, sobre o altar do hedonismo. Prazer, prazer e mais prazer é o que importa; é o que se tem que buscar veementemente.

Os arautos de tão sórdido cativeiro existencial têm alçado suas vozes e seduzido a muitos com suas ideologias enganosas: “Ouça a voz do seu coração”; “O que importa é ser feliz a qualquer custo”. E por aí vai. E o que temos presenciado por aí é que o preço a ser pago pela tal “felicidade” é deveras dispendioso e dolorido.

O fato é que o homem de hoje, não é capaz de ver um palmo de realidade fora de sua ótica pessoal, tendo seus olhos famintos fitos, inexoravelmente, no próprio umbigo. Amores, amizades, pessoas, famílias, relacionamentos: tudo e todos são passados por cima em nome de se alcançar desejos pessoais egoísticos.

Em verdade, a máxima tem se comprovado verdadeira: coisas têm sido amadas e pessoas usadas. Quando o contrário é que deveria acontecer. Contudo, a busca enlouquecida pela satisfação imediata, tem subtraído a cada dia mais dos seres humanos o senso da dignidade e santidade inerentes ao próximo. Com as lentes desfocadas e opacas do hedonismo, torna-se impossível enxergar o Sagrado no outro. Nada se vê além de si mesmo.

Vivemos numa sociedade egoísta, consequência direta do culto humano ao prazer próprio. E a cristandade que deveria salgar e iluminar as trevas de tão infame estilo de vida, tem perdido seu sabor e sua luz. Sendo, assim, atirada fora e pisoteada pelos homens.

O advento do pensamento positivista que ensina o determinar e o exigir de Deus a bênção e/ou o cumprimento de suas promessas, tem trazido para o meio do arraial de Seu povo a maldição antiga do “bezerro de ouro”. A funesta teologia da prosperidade que com seus versículos extraídos fora de seu contexto no Velho Testamento, tem levado milhares de pessoas ao arrombamento de suas vidas financeiras e, não poucas vezes, familiares também.

Enquanto isso, o “bezerro” agradece o espaço que lhe dão, e faz a farra na vida de muitos que ignoram as leis básicas da hermenêutica e exegese bíblicas, tornando-se assim alvos fáceis para a manipulação sórdida e maligna de homens mal intencionados e inescrupulosos. Lobos em pele de ovelhas. Prontos para devorar…

“E Arão lhes disse: tirai os brincos de ouro das orelhas de vossas mulheres, de vossos filhos e de vossas filhas, e trazei-os aqui (…) Ele os recebeu de suas mãos e deu forma ao ouro com um cinzel, fazendo dele um bezerro” (Gn 32:2,4)

Eu quase que posso ouvir a paráfrase dos atuais sacerdotes hedonistas: “Dê R$ 1.000,00 de oferta e receba de Deus R$ 10.000,00!”; “Dê o dízimo da quantia que deseja receber de Deus”; “Compre água do rio Jordão para…”; “Pedrinha do rio Jordão…”; “Lasca da cruz de Cristo…”; “ore seu copo com água e…”. Tragicamente desonestidade e superstição têm maculado a fé cristã nestes dias.

Talvez você, estimado leitor, esteja se perguntando: “Mas isso não é tendência destes grandes ministérios? Isso não acontece com gente ‘ comum’ como eu”. Será mesmo? A realidade da fé de resultados, utilitarista é algo que se insinua de forma multifacetada na ala ordinária das fileiras cristãs.

Alguns fatos podem elucidar esta tese. Uma primeira coisa a que deveríamos atentar é o tipo de música que é entoada em nossas igrejas. Se observarmos bem, veremos que de umas décadas para cá, uma avalanche de cânticos têm invadido a hinologia cristã. Até aí não haveria problemas. Acredito que os filhos e filhas de Deus devem compor músicas para a glória de Deus. “A glória de Deus!?!?” Será que não está aí exatamente o âmago de toda a problemática? Porque glória para Deus não tem sido a tõnica dominate nestes hinos contemporâneos. A maioria dos mesmos são fundamentados em textos do Velho Testamento removidos do seu contexto. Geralmente promessas que o Senhor fez a Israel e que não se aplicam a igreja. Nestas músicas Deus é apresentado como um pouco mais do que um servo do homem obrigado a cumprir aquilo que prometeu.

Os assuntos são variados, girando desde a vitória sobre os inimigos até prosperidade material e proezas financeiras (para não dizer loucuras). Ao mesmo tempo temos visto praticamente sumir de nossas celebrações músicas que tão somente exaltam a Deus pelo simples fato de quem Ele é e não por aquilo que Ele pode me dar. Se não soubermos louvar a Deus incondicionalmente, nossa adoração não passará de mera barganha dissimulada. Será tão difícil assim louvar, glorificar, adorar ao Senhor, simplesmente porque o amamos?

Uma outra coisa a se considerar é a questão da leitura da Bíblia. Tragicamente para muitos, a Palavra de Deus deixou de ser um meio para um encontro intersubjetivo, e tornou-se um mero compêndio onde posso encontrar orientações sobre diversos assuntos relacionados a vida. A Bíblia transformou-se num livro de autoajuda ao invés de uma carta de amor de um Deus que é apaixonado pela humanidade e desejoso de estabelecer vínculos de intimidade conosco. Não se lê mais as Escrituras movido pelo impulso interior de ouvir a voz do Amado, sussurrando nosso nome nos recônditos secretos de nossa alma. Para muitos ler a Bíblia não significa mais ter um encontro pessoal, real e afetivo com Deus e sim uma busca por orientações de como se viver uma vida melhor. Até mesmo nossa obediência é posta em termos dos benefícios que podemos angariar com isso. Será tão difícil assim ler a Bíblia para se ouvir a voz de Deus, para ser ter um encontro pessoal com Ele, simplesmente porque o amamos e desejamos lhe agradar?

Uma última coisa está relacionada com nossas orações. Você já percebeu que grande parte do que apresentamos a Deus como preces são pedidos e mais pedidos? Não estou com isso querendo dizer que não devemos suplicar ou interceder. Estou apenas chamando a atenção para um fato concreto: que grande parte de nosso tempo de oração é gasto com intermináveis pedidos. Já não sabemos o que significa orar a Deus ao modo de um encontro. Desconhecemos completamente o que significa nos colocar a sós perante a face do totalmente Outro. Estranhamos quando alguém nos diz que podemos orar sem palavras, quando em silêncio nos apercebemos da Presença, e, em atitude receptiva, acolhemo-na e descansamos nela.

Deus é encarado por muitos como uma espécie de gênio da garrafa ou um chefe de almoxarifado pronto a atender a todos os nossos desejos egoístas, mesquinhos e mimados. Poucos são os que realmente conhecem e experimentam o significado de apenas estar e ficar com Deus, saboreando e deleitando-se no Seu amor e amizade. Será tão difícil assim orar para se estar com Deus, para se desfrutar de Sua presença amiga, simplesmente porque estamos enfermos de amor?

“(…)amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração(…)”

Estas são as palavras evangélicas. Que possamos refletir sobre elas e, destituindo o usurpador hedonismo, amar a Deus com profundeza de alma, alegria e simplicidade.

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Acredito que este será um dos meus textos mais pessoais. Digo isso por causa do seu conteúdo e por causa do lugar de onde ele vem: das profundezas ocultas, contraditórias e inescrutáveis de um coração humano.

Cheguei a um ponto de minha caminhada em que tomei o medo de amar. Pelo menos no que diz respeito a outras pessoas. Tenho medo de amar porque este verbo é conjugado em parceria com outro: relacionar-se. Amor e relacionamento são irmãos siamezes, os quais não podemos separar, sob pena de matar a ambos.

Neste sentido, posso também afirmar que tenho medo de relacionamentos. Relacionar-me com outras pessoas evoca inseguranças e incertezas que acabam por paralizar-me na busca do aprofundamento interpessoal. E isso, de certo modo, me fere , pois sei que tal fobia acaba por lançar-me na contradição de tudo quanto tenho pregado e ensinado acerca do caminho místico cristão. Mas…o que posso dizer? Tenho medo!

Tenho medo porque o amor de relacionamentos, ou melhor, os relacionamentos de amor, são realidades que muitas das vezes nos escapam das mãos. Escorrendo entre os dedos sem que possamos fazer nada, assim como não conseguimos reter a água que pegamos com as mãos: ela se esvai, e quando abrimos as mãos, já não a temos.

Todavia, esta mesma água que se foi deixa suas marcas em nossas mãos. Fica uma certa humidade em nossa pele em decorrência de sua passagem. Relembrando-nos algo que num momento tivemos e que agora encontra-se no pretérito de nossa história.

Relacionamentos de amor que se foram também deixam marcas profundas em nossas vidas. Saudades, frustrações, ódio, raiva, indignação, carinho, bondade, plenitude, vazio. Cabe a nós buscarmos reconciliar estas realidades interiores afim de que, as mesmas, não acabem por nos fragmentar a alma.

A questão é esta. Temos sequelas no âmago de nossa interioridade. E não podemos e nem devemos negar isso. A fuga não é, de maneira alguma, solução para nós.

Em alguns momentos estas sequelas incomodam e ponho a me questionar: porque as coisas não podem ser como sempre foram? Por que quando mudam é, aparentemente, para pior? Por que amigos se separam pela distância ao ponto do relacionamento resumir-se numa tela de computador? Por que pessoas que antes eram amigas, “unha e carne”, para usar a terminologia popular, transformam-se em meras colegas com pouca ou quase nenhuma daquela afinidade antiga restando?

Todos estes questionamentos e todas estas sequelas têm sua resposta e cura quando unificamos a todas no silêncio e na solidão nossa, delas e de Deus. Pois, é no silêncio da solidão que todas as realidades assumem seu real significado.

Isso se dá pelo fato de que no silêncio nossa pobreza fica-nos patente. E como homens e mulhres pobres em espíritos nada temos que não nos tenha sido dado por Deus e que, por esse motivo, o desapegar-se é a resposta mais coerente diante do que temos recebido. E que, portanto, já que nada temos e a nada nos apegamos, devemos aceitar e nos sujeitar á Sabedoria divina em decidir até quando nos é conveniente termos aquilo que na verdade não temos, porque no fundo nunca nos pertenceu.

“Do Senhor é a terra e a sua plenitude; o mundo e aqueles que nele habitam” (Sl 24.1)

Este texto nos dá o foco correto da realidade. Nos mostra que tudo pertence a Deus, e que ao chamarmos algo de “nosso” não tratamos de um caso de “possessão”, mas sim, de uma mordomia em amor. Porque o que tem-nos sido dado é dom. E todo dom só merece e aceita uma única resposta: amor. Amor este que faz com que a gratidão brote como renovo no solo árido do nosso silêncio/solidão. Pois, é lá, onde verdadeiramente todas as coisas, inclusive nós mesmos, recebem o seu real valor.

O verdadeiro amor concede passagem. Liberta. Não embarreira. Mas, permite a partida. Mesmo que lhe doa. Este amor verdadeiro, que é e vem de Deus, toma vulto e consistência no silêncio e na pobreza espiritual de nossa solidão.

Na solidão e silêncio, onde tudo e todos assumem sua verdadeira forma, tomamos consciência de que as pessoas com quem convivemos são indivíduos no seu próprio silêncio, com uma história sendo escrita, com um rumo a ser tomado e uma jornada a ser percorrida. E cabe-nos apenas o respeito e a reverência diante desta individualidade de cada um. Quando conseguimos adentrar neste mundo sagrado da individualidade humana, isso nos é silêncio: nosso, deles e de Deus. Não mais fragmentado, mas, unificado e integrado em todas as coisas.

Assim, quando penetramos e permanecemos na solidão e no silêncio da unidade e da individualidade humanas, já não encaramos nada como perda. Pois, a ninguém possuímos. Mas, sim, como uma saga de amor em que Deus é o próprio autor desta história.

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Em sua humanidade, Jesus experimentou a contemplação de seu Pai, e nos convida, pelo dom do Espírito, a entrar nessa experiência. Ela está disponível a nós na medida de nossa fé e amor, que são os meios mais próximos, nesta vida, de “ver” Deus, de tocá-lo e ser tocado por ele – isto é, de experimentá-lo.

Na vida de Jesus, essa oração e essa ação seguem-se uma à outra num ritmo que parece tão constante quanto o inalar e exalar da respiração. Em todos os Evangelhos, há inúmeras referências a seu costume de ir “para as colinas orar”, de “passar a noite em oração”, de “levantar-se antes do amanhecer para ir a um local solitário e orar”. Não podemos separar essa oração de suas obras, nem deixar de ver que ela é a fonte de seus ensinamentos, de seu Evangelho e de sua missão.

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Por Thelma Hall no livro “Lectio Divina – o que é, como se faz”.

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