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Posts Tagged ‘vida cristã’

casal-de-idosos-brincando-Deus que me livre de, ao envelhecer, tornar-me uma pessoa idosa que vive apenas para afagar o dinheiro que acumulou por toda uma vida! Recuso-me a terminar meu anos sacrificando sobre o altar de Mamom!

Quero envelhecer com propósitos de vida abundante!

Quero envelhecer sabendo que a vida de um ser humano não consiste na quantidade de bens materiais que possui.

Quero envelhecer sabendo que o amor idólatra ao dinheiro é a raiz de todo tipo de desgraça na vida humana.


Quero envelhecer sem me preocupar em ajuntar tesouros na terra os quais são efêmeros e perecíveis.


Quero envelhecer me contentando com menos, simplificando a vida e celebrando o necessário.

Quero envelhecer sabendo que a maior realização humana é dar que receber; servir que ser servido.

Quero envelhecer sem perder o encanto dos olhos que se deixam arrebatar perante um pôr de sol e uma noite estrelada. Quero tornar-me o tipo de gente capaz de ver o infinito num grão de areia.


Quero envelhecer sendo uma pessoa gentil, amistosa e acolhedora: o tipo de pessoa que da bom dia para o porteiro do prédio, para o gari na rua e para os vigilantes no banco.


Quero envelhecer cultivando amizades verdadeiras e relaciomamentos sinceros.


Quero envelhecer ao lado da mulher que amo e receber em casa a visita de meus filhos e netos.


Por fim, quero envelhecer tendo conseguido viver o único tipo de vida que vale apena ser vivida e que resume tudo o que foi dito antes: AMAR – Deus e pessoas.


É isso!

Paz e bem!

tau

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jesus amigo jovemRelendo há pouco tempo o excelente e inspirativo livro de Brennan Manning sobre o discipulado radical, “A Assinatura de Jesus” – Ed. Mundo Cristão, fui impactado de diversas formas através de suas reflexões argutas e sinceridade desconcertante. É interessante como releituras acabam por nos tocar novamente e de maneiras distintas. E uma das coisas que li novamente e que me falou de forma nova foi a questão da experiência pessoal com Cristo. Especialmente quando Manning coloca que na maioria dos casos de vida devocional cristã o Jesus que amamos e adoramos é o Jesus do teólogo, da denominação da qual fazemos parte, menos o Jesus que se descobre, se revela e se doa a nós em meio à intimidade de nossa busca por Ele.

Em suma o que ele argumenta de forma apaixonada, como era de seu estilo, é que o Jesus que cultuamos não deve ser o Jesus de Calvino, Martinho Lutero, Billy Graham ou Francisco de Assis. Mas, o meu Jesus! O Jesus que experimento falando comigo, me amando e cuidando de mim. Não uma relíquia do museu da espiritualidade e/ou da teologia, mas, um presença pessoal viva que interage comigo em meio a um relacionamento de amizade em amor.

Quem de fato é o Jesus que dizemos amar e servir? É o nosso Jesus ou o Jesus da experiência dos outros? Precisamos, mediante acurada e corajosa reflexão, econtrar respostas sinceras para essas perguntas igualmente sinceras.

Jesus está mais próximo de cada um de nós, filhos do Altíssimo Deus, do que imaginamos. E podemos experimentá-lo de forma simples e ao mesmo tempo profunda; podemos experimentá-lo e encontrá-lo em lugares e situações antes nunca imaginadas! Essa é a beleza que o Evangelho, as boas-notícias de Deus, confere a vida de todo aquele que crê: enxergar um mundo imbuído e permeado com a presença do Senhor Jesus Cristo. Isso nos desvencilha do fardo pesado da busca por um glamour em termos de vida espiritual. Não é preciso muita coisa, não! O Evangelho é algo simples de ser vivido. 

Permita-me nas linhas que se seguem compartilhar com você de que forma tenho aprendido (sim, pois não me considero um professor, mas, apenas um aluno do Reino) a experimentar Jesus no meu dia-a-dia.

Bem, experimento Jesus…

quando me coloco em solitude e silêncio. Essas duas disciplinas para a vida no Espírito sempre caminham juntas. Como já bem disse alguém, o silêncio é a solitude em ação. Tenho buscado (e por que não dizer lutado!?) para criar momentos e tempos para colocar-me a sós com Jesus e aquietar meu mundo interior e, na medida do possível, o exterior. Nesses perídos preciosos busco calar-me e fazer cessar as muitas vozes que clamam por minha atenção. Quando com muito esforço consigo isso, acesso uma via intuitiva, mística mesmo, de onde “escuto” uma voz, a voz de Cristo, que fala comigo desde meu Eu mais profundo, o Eu Interior. A voz que diz que sou irrevogavelmente amado e desejado. No silêncio do santuário da alma encontro entronizado Cristo, Rei dos reis e Senhor dos senhores! Ao me colocar deliberadamente sozinho com Jesus redescubro a verdade de que o mundo continua mundo, que a vida permanece funcionando mesmo em meio a minha ausência, mesmo nesses momentos em que não estou “fazendo nada”. Isso tem o poder de libertar-me do peso de carregar o mundo nas costas ao mesmo tempo em que me ajuda a perceber que todo o universo, inclusive a minha própria vida, é sustentada e conduzida pela poderosa Palavra de Jesus.

… quando medito nas Escrituras Sagradas. Isso requer uma atitude de escuta de minha parte. Olhos transfiguram-se em ouvidos. Achego-me ao texto Sagrado, não para ler grandes porções da Bíblia. Não desejo buscar informações para alimentar minha curiosidade intelectual. O que quero é acessar o coração de Abba e nele encontrar Seu Filho Unigênito. Aqui a Bíblia para mim não é um compêndio de teologia, mas, uma carta de amor, escrita em amor, por um Deus de amor, para um filho amado: eu! Seleciono a passagem, leio pausadamente, degustando cada palavra, cada expressão, cada parágrafo, sem pressa. Até que minha atenção seja atraída por uma única palavra ou frase no texto. E na mesma demoro-me, releio, murmuro, rumino. E em atitude de temor e tremor acolho no coração o mistério da Verdade que a mim foi trazida pelo texto escolhido. A meditação conduz-me a um encontro pessoal e real com o Cristo Ressurreto a partir do texto Sagrado. Meditar torna-se experimentar Cristo!

… quando me volto para a oração. Oração esta que brota como água da fonte nascente, vinda diretamente da meditação nas Escrituras. Conforme o que ouço da parte do Senhor surge na alma uma resposta que conduz-me à adoração, ou louvor, ou petição, ou confissão, ou intercessão. Oro ao Pai em nome do Filho. Oro ao Filho em seu próprio nome. Oro ao Espírito em nome de Jesus. Já não me preocupo mais com as intermináveis controvérsias se se deve ou não orar ao Espírito Santo, Jesus ou apenas ao Pai em nome de Jesus. Ah, e ainda tem a questão se a prece será ouvida ou não pelo Pai se no final da mesma não colocarmos a cláusula “em nome de Jesus, amém!” Posso afirmar que em qualquer forma de orar tenho sido contemplado pelo rosto amoroso do Deus Triúno que é perfeitamente equilibrado, em que as Três Pessoas Benditas não vivem em guerra entre si nem em crises eternas de ciúme doentio. Meu Deus não sofre de esquisofrenia! O Pai está no Filho, que está no Espírito e que está no Pai. Três pessoas distintas voltadas uma para a outra num abraço de amor eterno. Por isso, nas minhas orações tenho falado diretamente com Jesus, agradecido emocionado por sua paixão por mim, por sua cruz e por sua presença constante em minha vida.

…quando estou com minha família. Acredito que um dos maiores desafios que tenho encontrado ao longo do Caminho é o de encontrar o rosto de Cristo no seio familiar. Por que digo isso? Pelo simples fato de que quando pensamos na experiência de Jesus, na maioria das vezes, temos em mente a igreja, pois ela é o Corpo de Cristo reunido para adorar e concluir a missão no mundo; e no próprio mundo que carece de redenção e para o qual a igreja precisa pregar as boas-novas de Deus aos homens. Mas, nunca a família. Na verdade às vezes a mesma é considerada como uma força antagônica à experiência da presença de Jesus. Não há maior erro do que pensar dessa forma! Pelo contrário, a família é o campo primordial para se viver a espiritualidade discipular cristã. Buscando a cada dia trazer essa verdade à mente é que tenho conseguido acessar meu lar como um maravilhoso “sacramento” divino. Momentos específicos, e intencionais, em família como nossos almoços à mesa, saídas para o cinema, passeios, ou a simplicidade de uma deliciosa pizza na companhia de um ótimo filme são verdadeiras teofanias. Claro, não poderia deixar de mencionar nossos cultos domésticos onde juntos, como família reunida aos pés do Cristo Vivo e presente, adoramos, lovamos, oramos e compartilhamos a Palavra de Deus. Olhar os olhos amorosos de minha esposa e os de meus filhos, cheios de expectativas, tem sido o mesmo que contemplar a face de Jesus sorrindo para mim!

… quando estou inserido na comunidade dos salvos, a igreja. A igreja é a comunidade de fé que se reune em torno do Cristo vivo e ressurreto. Que o adora em espírito e verdade e que ouve e responde à sua Palavra exposta com fidelidade. A igreja é (ou pelo menos deveria ser) um ajuntamento de discípulos que vive em comunhão aprendendo dia-a-dia o que significa amar uns aos outros assim como fomos amados pelo próprio Senhor Jesus. Desta forma, através dos atos abnegados de altruísmo, de perdão mútuo e de encorajamento na jornada vejo a própria mão de Jesus a conduzir-me pela vereda do crescimento na Sua semelhança. Em tudo isso, numa caminhada comunal, somos tocados, transformados, desafiados enquanto juntos clamamos: “Maranata, vem Senhor Jesus!”

… quando estou no trabalho, exercendo minha profissão. O “ora et labora” (ora e trabalha) beneditino continua mais atual do que nunca. Ao invés do meu ambiente de trabalho ser encarado por mim como um “não lugar”, sem sentido, sem propósito espiritual, antagônico a minha fé e vivência de Jesus, ele torna-se um dos principais terrenos para que eu viva os valores do Reino seguindo o Mestre. De que forma? Primeiramente busco impregnar minha mente com o conceito bíblico de que quem criou o trabalho foi Deus ao colocar o homem para cuidar do jardim do Éden. Também considerar que cada profissão é uma vocação dada por Deus para o bem da humanidade, ajuda muito. Compreender que o serviço que presto tem por objetivo primordial glorificar a Deus é uma verdade de suma importância de se ter diante dos olhos. Também experimento Jesus no meu ambiente de trabalho quando o convido para ser meu parceiro em tudo o que eu for fazer no dia. Experimento Jesus fazendo o que faço consciente de Sua presença comigo. Experimento-o no meu trabalho quando em última instância me conscientizo de que o meu serviço faço primeiramente para Ele do que para os homens. 

Sem sombra de dúvidas essas são as principaos dimensões da minha existência em que tenho experimentado Jesus real e pessoalmente. No entanto, existem realidade mais ordinárias, fugazes em que o Cristo vivo tem me concedido as sementes de sua contemplação. Por isso, posso dizer que também tenho experimentado Jesus…

… na admiração da beleza da criação que está permeada da Sua glória.

… na admiração dos talentos artíticos humanos: literatura, escultura, teatro, música etc.

… no sorriso despretensioso de uma criança.

… na degustação de uma deliciosa refeição.

… ao assistir um bom filme.

… num encontro com amigos queridos.

… em momentos lúdicos com meus filhos, como por exemplo, jogando video-game.

A lista é extensa assim como a graça do crucificado que nos alcança de maneiras inesperadas. O que é necessário é estar atento e com o coração receptivo às suas sementes.

Ó Jesus, amado da minh’alma, quão grande é o Teu amor; quão infinita sua misericórdia; e quão estonteante Tua graça que me alcança no ordinário e no extraordinário dessa vida linda e empolgante. Amém!

Paz e bem!

tau

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O deserto é possivelmente uma das mais claras representações da ausência de vida e esperança. Beduínos e Tuaregues – povos do deserto – desenvolveram milenares técnicas de sobrevivência para resistirem à angustiante mistura de sol, calor e areia. Anos atrás, atravessei a parte ocidental do Saara e, apesar de estar acostumado com as temperaturas tropicais, nada me preparou para os 54 graus à sombra durante aquelas tardes. Lembro-me que o pensamento mais obsessivo e recorrente era simplesmente água, o elemento mais desejado em terras áridas.

Davi escreveu o Salmo 63 no deserto de Judá, enquanto fugia de Saul. Encontrava-se em um dos momentos mais constrangedores de sua vida. Além de estar no deserto, tomado pelo desconforto e temores natos ao ambiente, seu povo e rei o perseguiam.
Contrariando a natural tendência do descontentamento de coração perante as caminhadas desérticas, Davi revela, ali mesmo na areia, que a sua alma tinha “sede de Deus”. Este parece ter sido o pensamento mais paradoxal que passou pela mente do salmista: a sede de Deus era maior que a sede de água. A busca pela presença de Deus era mais forte que qualquer outra carência humana.
Quando em caminhadas solitárias e perseguidos pelos que antes eram mais chegados que irmãos, devemos nos conscientizar desta verdade transformadora: precisamos mais de Deus em nossas vidas do que água no deserto. C.S. Lewis nos diz que “o amor é o princípio da existência, e seu único fim”. Com isto nos incita a pensar que o amor não é apenas o meio, mas também o propósito final. Somos convidados, em toda a caminhada cristã, a andar de forma paradoxal em expressões de amor: perder a vida para ganhá-la; oferecer a outra face a quem nos fere; esperar contra a esperança; amar, e não odiar, os inimigos; perdoar, mesmo perante óbvias razões para a amargura; desejar mais a Deus do que a água, mesmo quando se vagueia, foragido, por entre terras mais secas.
É nessa caminhada que encontramos descanso verdadeiro. Davi não apenas fala da possibilidade de descanso em Deus, mas o experimenta. Os principais verbos nos versos 6 a 8 estão no presente. Davi se lembra, pensa e canta o descanso em Deus enquanto caminha – não apenas o planeja fazê-lo amanhã. Reconhecer que a presença de Deus é melhor que a vida parece ser o exercício mais transformador – de mente, coração e visão de mundo – que qualquer pessoa possa experimentar.
Somos amados por Deus e esse fato deveria definir a forma pela qual vemos a vida e o mundo ao nosso redor. Ser amado por Deus é entender que somos convidados a um relacionamento eterno, é perceber que estamos em lugar seguro e saber que não há nada melhor.
A construção desta canção do deserto revela a alma de Davi. No verso 1, ele expressa que tinha sede de Deus. Nos versos 2 a 5, ele louva a Deus pelo Seu amor que é melhor que sua própria existência. Nos versos 6 a 8, Davi descansa no Senhor e, finalmente, nos versos 9 a 11, ele declara sua confiança na vitória sobre os inimigos.
Encontro-me rotineiramente com pessoas as quais, à semelhança de Davi, experimentam a solidão do deserto, o constrangimento da fuga e a incerteza dos que não sabem para onde vão. A vida, nesses momentos, torna-se mais lenta, opaca e pesada. Porém, justamente em ocasiões assim, a presença de Deus nos convida a crer um pouco mais e nos encoraja a continuar caminhando. Em um relance olhamos para trás e percebemos que no passado o Senhor foi fiel, mesmo no dia mais escuro. Amanhã não será diferente. A presença de Deus sempre traz à memória o que pode nos dar esperança.
Lutero, citado por Mahaney em seu livro “Glory do Glory”, diz-nos que: “esta vida, portanto, não é justiça, mas crescimento em justiça. Não é saúde, mas cura. Não é ser, mas se tornar. Não é descansar, mas exercitar. Ainda não somos o que seremos, mas estamos crescendo nesta direção. O processo ainda não está terminado, mas vai prosseguindo. Não é o final, mas é a estrada. Todas as coisas ainda não brilham em glória, mas todas as coisas vão sendo purificadas”.
 
Que o Senhor se mostre presente em nossas vidas. Nestes dias o deserto se tornará lugar de alegria e descanso.
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* Ronaldo Lindório é pastor e missionário presbiteriano – extraído do site Genizah

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